Arsenal, evidentemente. A presença dos Gunners na final da Champions League não é nenhuma surpresa, depois de uma fase de liga impressionante, encerrada com oito vitórias em oito jogos, incluindo triunfos sobre Bayern de Munique (3 a 1), Inter de Milão (3 a 1) e Atlético de Madrid (4 a 0). Os espanhóis, aliás, foram as últimas vítimas dos londrinos, eliminados na fase anterior. Desde então, o Arsenal conquistou o título de campeão inglês e pretende coroar a temporada com uma campanha ainda mais histórica.
Do outro lado, embora o Paris Saint-Germain não tenha tido o mesmo sucesso na fase de liga, terminando apenas na 11ª posição e precisando disputar os playoffs, os Rouge et Bleu aproveitaram o mata-mata para mostrar à Europa toda a extensão de suas qualidades. O clube da capital primeiro brilhou diante do Chelsea (5 a 2, 0 a 3), antes de impor seu ritmo contra o Liverpool (2 a 0, 0 a 2). Nas semifinais, os parisienses se destacaram diante da armada do Bayern, vencendo um confronto duplo lendário (5 a 4, 1 a 1). Agora, os comandados de Luis Enrique podem sonhar com uma segunda conquista da competição.
0 – Com zero derrotas, o Arsenal é a única equipe invicta na Champions League nesta temporada (11 vitórias e três empates). No total, os Gunners estiveram em desvantagem no placar durante apenas 43 minutos.
3 – Desde 2020, o Paris Saint-Germain chegou à final da Champions League em três ocasiões (2020, 2025 e agora 2026), mais do que qualquer outro clube no período.
6 – Com apenas seis gols sofridos em 14 partidas, o Arsenal possui a melhor defesa da Champions League nesta temporada, com média de 0,43 gol sofrido por jogo.
11 – O Paris Saint-Germain está invicto há 11 jogos na fase eliminatória da Champions League (nove vitórias e dois empates).
No gol londrino, Mikel Arteta naturalmente dará a responsabilidade a David Raya. Quase intransponível nesta temporada, o goleiro espanhol é um dos grandes responsáveis pelo sucesso dos Gunners, deixando seu compatriota Kepa Arrizabalaga com poucas oportunidades.
À frente do último homem espanhol, uma dupla de zaga se destaca há anos no cenário europeu: William Saliba e Gabriel Magalhães. Enquanto o primeiro brilha na saída de bola e nos duelos, o segundo se sobressaiu ao longo da temporada, especialmente pelos gols marcados em jogadas de bola parada. Hoje, essa dupla central aparece indiscutivelmente como uma das mais fortes do mundo.
Tanto que as contratações de Piero Hincapié e Cristhian Mosquera não conseguiram mudar a hierarquia da defesa inglesa, na qual Riccardo Calafiori é esperado na lateral esquerda. O italiano também se firmou como uma das referências mundiais da posição, apesar da forte concorrência do promissor Myles Lewis-Skelly, que também pode atuar no meio-campo.
A principal dúvida dos Gunners está na lateral direita, onde o excelente Jurriën Timber não tem presença garantida entre os titulares, enquanto o inglês Ben White será desfalque por lesão.
Por consequência, Piero Hincapié ou Cristhian Mosquera podem começar nessa posição, enquanto o importantíssimo Declan Rice (cinco gols e 11 assistências em todas as competições nesta temporada) será titular como volante. Fundamental no coletivo londrino, o ex-jogador do West Ham se consolidou como um dos melhores meio-campistas do mundo, assim como seu capitão Martin Ødegaard (um gol e oito assistências), esperado em uma posição mais avançada. Menos brilhante nesta temporada, o ex-jogador do Real Madrid continua sendo o líder técnico da equipe, muito bem auxiliado por Eberechi Eze (dez gols e seis assistências). No entanto, o camisa 10 dos Gunners não tem vaga garantida entre os titulares, já que os perfis mais completos dos espanhóis Mikel Merino e Martín Zubimendi (seis gols e três assistências cada) podem acabar sendo preferidos.
E no ataque, a comissão técnica inglesa também mantém o suspense. Pela ponta esquerda, a regularidade de Leandro Trossard (oito gols e dez assistências) disputará espaço com a imprevisibilidade de Gabriel Martinelli (11 gols e sete assistências). Como centroavante, dois perfis bastante diferentes brigam pela vaga de titular: a mobilidade de Kai Havertz (seis gols e cinco assistências) ou a força física de Viktor Gyökeres (21 gols e três assistências). Já Gabriel Jesus parece estar mais distante na disputa. Por fim, apenas pelo lado direito as cartas já parecem definidas: principal referência ofensiva da equipe, Bukayo Saka (11 gols e nove assistências) será naturalmente esperado, enquanto Noni Madueke (oito gols e quatro assistências) deve começar no banco de reservas.