Vitinha, esta é sua quarta temporada no PSG. Como você evoluiu desde a sua chegada, como jogador e como pessoa?
“Obviamente, seria um grande fracasso se eu não tivesse evoluído ou melhorado em vários aspectos, e se não tivesse me tornado uma pessoa e um jogador melhores nesses quatro anos. Se você comparar o Vitinha de 2022 com o de hoje, sinto que me desenvolvi tanto como homem quanto como jogador, e isso me deixa muito feliz. Os títulos conquistados são muito importantes, e valorizo todos que ganhei com o clube, mas o mais importante é o que me tornei e continuo me tornando. É um processo. Estou muito feliz com tudo o que me tornei aqui no Paris Saint-Germain e espero continuar assim no futuro.”
Você já disse que ser treinado por Luis Enrique foi um ponto de virada na sua carreira. O que ele te trouxe?
“Além das qualidades táticas e técnicas como treinador, ele é uma pessoa fantástica, e eu me sinto muito à vontade com ele. Não falamos só de futebol, o que também é importante. Ele é muito natural, direto e sincero. Você sente que o que ele fala reflete exatamente o que pensa sobre você e o que espera de você. Isso faz diferença. Além disso, tudo tem funcionado bem tanto coletivamente quanto individualmente. Eu me sinto completamente confortável no meu papel — mas não na zona de conforto, porque somos constantemente desafiados, o que é ótimo. Me sinto plenamente realizado jogando com ele.”
“Em uma noite de Champions League, há algo no ar que torna a atmosfera incrível, que conecta jogadores e torcedores.”
Isso vale para todo o elenco, certo?
“Com certeza. Não é só um treinador que faz você ganhar, mas alguém que te convence a seguir sua filosofia. Pela forma como ele trabalha e como treinamos diariamente, é difícil não gostar. Se tudo funciona bem nos treinos, os resultados vêm. A verdade é que estamos todos muito felizes.”
O que torna esse time do PSG tão especial nesta temporada?
“Diria que somos boas pessoas, e isso é importante. Todos dão o máximo, inclusive quem começa no banco. Cada um sabe exatamente o que precisa fazer em campo. O coletivo funciona muito bem. O melhor elogio que posso fazer é que, mesmo com ausências, o time continua no mesmo nível — às vezes até melhor. Já mostramos isso várias vezes nesta temporada e também na anterior. Nos grandes jogos, mesmo com desfalques, jogamos bem e, mais importante, vencemos.”
E o confronto contra o Bayern?
“Estamos felizes! Existem várias grandes equipes hoje, e o Bayern é uma delas. Eu diria até que eles são, junto conosco, a melhor equipe da Europa nesta temporada, pelo futebol que jogam e pelos resultados. Será um confronto muito interessante, mas também muito difícil. São jogos que você quer disputar na Champions League, e esperamos conseguir chegar à final.”
Como você descreveria uma noite de Champions no Parc des Princes?
“É mágico! A atmosfera, que já é incrível em outros jogos, atinge outro nível. Existe algo no ar que torna tudo especial, conectando jogadores e torcedores. Sentimos essa energia sem precisar pedir. Isso nos ajuda muito em casa — e tenho certeza de que vai nos ajudar novamente no próximo jogo.”