O que representa para você essa renovação de contrato até 2031?
"Acho que representa muito, não apenas para mim, mas também para toda a minha família. E acho que, antes de tudo, é preciso agradecer ao presidente Nasser Al-Khelaïfi, ao Luis Campos e ao Luis Enrique, a todos os meus companheiros de equipe e a todo o clube, porque, sem eles, não acho que teria conseguido chegar até aqui. Para mim, é uma imensa alegria poder continuar aqui, na minha segunda casa, com a qual eu e minha família já estamos muito acostumados. Só posso agradecer a todo o clube e a todas as pessoas que fazem parte dele."
Quando você chegou do São Paulo, em 2024, o que mais chamou sua atenção?
"Tudo era muito novo, as coisas eram completamente diferentes. É um clube enorme, o Paris Saint-Germain, um dos maiores da Europa. Então, poder vestir essas cores e representar esse clube é algo incrível. Pude viver tudo isso durante esses dois anos e meio, quase três anos: ser campeão, conquistar duas vezes a Liga dos Campeões, levantar todos esses outros títulos que conseguimos conquistar e evoluir constantemente. Acho isso incrível."
O que faz você se sentir em casa no PSG hoje?
"Eu diria que tudo. A vida aqui, em Paris. Acho que o clube é uma família. Eu realmente me sinto em casa aqui, não apenas com meus companheiros, mas também com a comissão técnica e todas as pessoas que trabalham no Paris Saint-Germain. Eles realmente me fazem sentir em casa. Sempre me recebem, todos os dias, com um sorriso, sempre dispostos a nos ajudar e querendo fazer isso. Acho que tudo isso desempenha um papel essencial na minha decisão de renovar meu contrato e continuar aqui, no Paris Saint-Germain."
Você evoluiu muito desde sua chegada em 2024. Como analisa essa evolução?
"Quando cheguei em 2024, tudo era completamente novo: eu ainda era um garoto, tinha acabado de completar 20 anos e chegava aqui, neste gigante europeu, pronto para disputar minha primeira Liga dos Campeões e jogar mais desde a minha chegada. Muita coisa aconteceu desde 2024 e consegui evoluir de maneira incrível."
Em quais aspectos você mais evoluiu?
"No aspecto técnico, evoluí muito e tenho certeza disso. Foi por isso que o treinador me colocou um pouco mais à frente, me posicionando como volante, para que eu pudesse ajudar, mostrar melhor meu jogo, aquilo de que sou capaz e o que posso oferecer à equipe. E é nessa posição que me sinto melhor e consigo fazer as coisas muito bem."
Essa versatilidade é importante para você?
"Acho que é sempre importante poder atuar em várias posições, porque assim estamos cada vez mais presentes em campo, jogando e aproveitando o jogo. Independentemente da posição em que eu jogar, seja como zagueiro, volante ou lateral esquerdo, o mais importante é poder ajudar a equipe, dar o meu melhor pelo clube e mostrar em campo minha gratidão por todas as oportunidades que o treinador me dá e pela ajuda que recebo dos meus companheiros."
Qual foi o papel de Luis Enrique na sua evolução?
"Acho que só posso agradecê-lo por ter me acolhido, por assim dizer, por me ajudar a evoluir, por poder me indicar os pontos que preciso melhorar e aqueles nos quais ainda tenho que trabalhar. Evoluí muito em todos os aspectos do jogo. Também no aspecto mental, porque, além de tudo o que ele nos ensina em campo, ele nos ensina muito fora dele, sobre a vida, sobre como vivê-la, sobre como aproveitar cada momento, valorizar tudo o que acontece em campo, nos treinamentos e durante as viagens. Acho que esse é o ponto essencial que mais me toca."
O que você aprendeu com ele sobre o funcionamento coletivo?
"Ele sempre dá muita importância ao coletivo. Por isso, aprendi muito com ele sobre todos os aspectos do jogo, tanto no ataque quanto na defesa, na hora de atacar ou de diminuir um pouco o ritmo da partida. Ele ensinou a todos nós como quer que joguemos, como quer que nos sintamos em campo. E, ao longo dos anos, pudemos perceber como as coisas aconteceram naturalmente durante as partidas, o que nos permitiu conquistar títulos importantes."
Quando chegou ao PSG, imaginava que um dia poderia vestir essa camisa?
"Acho que ainda tenho dificuldade para acreditar, porque todos os meus ídolos, essas pessoas que vemos na televisão, que vemos nos videogames, jogavam aqui, bem diante de nós. E, quatro ou cinco anos depois, poder vestir essa camisa do Paris Saint-Germain é algo incrível. Acho que nem tenho palavras para descrever esse momento."
Você já tinha tido a oportunidade de ver o PSG jogar no Parc des Princes?
"Fiquei impressionado com os torcedores e com a atmosfera que havia naquele estádio durante essa partida. Isso me marcou muito, porque era o primeiro jogo, a primeira equipe que eu iria assistir, uma partida de um grande clube como aquele, minha primeira vez em um estádio. Então, fiquei impressionado com os torcedores do Paris Saint-Germain. É claro que passou pela minha cabeça a ideia de que, um dia, eu poderia chegar a esse nível."
O que representa para você o momento em que conseguiu realizar esse sonho?
"É um sonho de infância que se tornou realidade. E aquele sorriso reflete bem a minha história: a de sempre saber aproveitar as coisas da melhor maneira possível, sorrindo o tempo todo, aproveitando cada momento, vivendo plenamente o presente. Aquele momento foi único e pude aproveitá-lo 100%, estando completamente presente naquele instante. É um momento que hoje recordo com orgulho, feliz por ter podido vivê-lo daquela maneira, e espero viver muitos outros momentos como esse."
Você fala com frequência sobre a importância de aproveitar o presente. Por que isso é tão importante para você?
"Acho que esse é o essencial, não apenas para o jogador que sou, mas também na minha maneira de enxergar a vida, na maneira como a vivo: sempre viver o presente, sempre aproveitar cada momento, porque não sabemos o que o amanhã nos reserva, nem o que vai acontecer. Por isso, é preciso sempre viver plenamente, aproveitar cada momento, cada treinamento, cada viagem que fazemos com nossos companheiros. Acho que essa é a chave da vida para mim: aproveitar e saber desfrutar o momento presente."
Como você viveu seu pênalti na final da Liga dos Campeões?
"Eu vi aquilo como uma oportunidade. Se o treinador me colocou em campo, é porque confia em mim. E não apenas isso. Eu confio em mim, sou capaz de dar o meu melhor e estar à altura. Então, naquele momento, peguei a bola e acho que não tive medo, não senti nada. Acho que era a confiança de poder estar ali, de poder aproveitar aquele momento, porque eu sabia que era uma final de Liga dos Campeões. Era um pênalti, um momento muito importante, e fiquei muito feliz por poder estar ali. Então, consegui aproveitá-lo plenamente, porque pensei: 'Vou dar o meu melhor.' Se o goleiro defender o pênalti ou não, é outra história. Isso também é mérito do goleiro. Mas, dando o meu melhor, acho que tenho muito mais chances de marcar do que se eu ficar com medo, se me fechar. Então, consegui me sentir muito bem naquele momento e aproveitá-lo de uma maneira única."
Depois de duas conquistas consecutivas da Liga dos Campeões, qual é o objetivo do PSG?
"Acho que foi um momento incrível em nossas vidas. Para todos os jogadores do Paris Saint-Germain, para o próprio clube, ter conseguido vencer essas duas finais consecutivas, essas duas Champions League, e poder disputar agora uma terceira, significa buscar um novo título. Essa é, portanto, nossa prioridade: não importa quantas vitórias conquistemos, queremos continuar mantendo nosso nível. Queremos continuar conquistando títulos. Acho que isso é o que mais importa quando vestimos essa camisa."
Ser bicampeão europeu cria uma pressão adicional?
"Acho que, como equipe, ficamos ainda mais fortes. Estamos ainda mais unidos e queremos conquistar ainda mais vitórias. Queremos buscar um novo título, sabemos que não é fácil, que há muitos jogos e muitos adversários muito fortes nesta temporada. Mas sabemos o que precisamos fazer e tudo o que o treinador nos pedir em campo. Nunca encaramos isso como uma pressão. É um privilégio ter sido campeão, campeão duas vezes seguidas, e poder buscar um terceiro título. Para continuar escrevendo a história deste clube, acho importante que permaneçamos humildes. Mantemos os pés no chão para poder seguir em frente, conquistar esse terceiro título e continuar escrevendo a história."
O que caracteriza o grupo no dia a dia?
"Eu diria que é a alegria de poder estar aqui. Todos ficam muito felizes por estar aqui e participar dos treinamentos. Todos estão sempre sorrindo. Aproveitamos não apenas os jogos e as viagens importantes, mas também os treinamentos, essas pequenas coisas simples que vivemos no dia a dia. Aproveitamos tudo de uma maneira única, sempre unidos, sempre nos divertindo. Nem todo mundo tem isso. Acho que é aqui que isso fica mais evidente. Continuamos sempre humildes. Todos são solidários, todos se apoiam, independentemente de quem está em campo ou de quem começa no banco. Acho que essa é a principal chave que o treinador consegue implementar muito bem."
Quais são seus objetivos pessoais e coletivos nesta temporada?
"É conquistar tudo novamente. Buscar novamente a Liga dos Campeões, ser ainda melhor nesta temporada, poder conquistar ainda mais títulos aqui com essa camisa. Quando vencemos, nos acostumamos a vencer. Então, estamos sempre buscando ganhar mais, queremos sempre mais. Acho que estou no clube certo para conseguir isso, porque essa é a ambição do Paris Saint-Germain. É sempre querer mais. Acho, portanto, que o projeto do clube corresponde perfeitamente à minha visão e à de todos os jogadores que estão aqui."
Hoje, você se sente realmente um parisiense?
"Sim, hoje consigo viver como um parisiense. Com o tempo, graças ao ambiente, consegui aprender a falar francês muito bem, então acho que isso me ajuda muito a me sentir em casa. Posso me expressar com todos como quero, mas o mais importante para mim é que minha família também se sinta em casa. Ela está ao meu lado e pode aproveitar plenamente este momento. Acho, portanto, que tudo se encaixou perfeitamente: o clube, a cidade, minha família. Por isso, nos sentimos muito bem aqui, a cada momento."
Você também consegue aproveitar mais a vida parisiense?
"Consigo aproveitar muito bem a vida aqui. Consigo sair um pouco mais, principalmente com minha esposa. Aqui, temos um pouco menos de jogos do que no Brasil, então temos a impressão de poder aproveitar a vida de uma maneira diferente, mais leve. Não sei até que ponto isso tem a ver com a mentalidade que tenho hoje, que é diferente daquela que tinha em São Paulo. Acho, portanto, que hoje consigo viver minha vida de maneira incrível, aproveitando cada momento e apreciando esta cidade maravilhosa."