Ferran, bem-vindo a Paris. O que você está sentindo hoje, no momento em que se torna jogador do Paris Saint-Germain?
“Estou realmente muito feliz e entusiasmado com a ideia de fazer parte deste projeto. É um projeto muito ambicioso, ao qual quero contribuir com a minha parte, sempre com muita humildade. Também quero agradecer ao presidente Nasser Al-Khelaïfi, a Luis Campos e a Luis Enrique pela confiança que depositaram em mim. Estou muito ansioso para estrear ao lado dos meus novos companheiros.”
Você chegou há apenas algumas semanas, depois de conquistar a Copa do Mundo. Já teve tempo de assimilar tudo o que aconteceu com você?
“É verdade que, desde que conquistamos a Copa do Mundo, tudo aconteceu muito rápido. Praticamente não tivemos férias para assimilar tudo isso. Mas, no mundo do futebol, tudo acontece muito rápido e já precisamos nos concentrar na nova temporada. Como eu disse, estou chegando a uma equipe ambiciosa e preciso estar à altura, ajudar meus companheiros o máximo possível e também tentar levar muita alegria a esses torcedores incríveis.”
Você foi o único autor de gol naquela final. Esse gol mudou a maneira como você se enxerga ou sua percepção sobre aquilo que é capaz de fazer em grandes jogos?
“No fundo, nós, jogadores, sempre gostamos de disputar grandes partidas. Mas, de qualquer maneira, é preciso continuar sendo você mesmo. Não acho que um gol possa mudar uma vida, mas é verdade que foi um momento muito especial e, sem dúvida, um dos dias mais bonitos da minha vida.”
Em Paris, você reencontra Luis Enrique, que conhece muito bem da seleção espanhola. Que relação vocês têm?
“Eu sempre disse: para mim, Luis Enrique foi como um pai no mundo do futebol. Quando tive a oportunidade de treinar com ele na seleção, ele sempre depositou muita confiança em mim. Hoje, ter novamente a oportunidade de trabalhar sob seu comando me deixa muito entusiasmado e com muita vontade de começar este projeto.”
O que Luis Enrique sabe sobre o seu jogo que poucos outros treinadores conhecem?
“Acho que ele é um treinador que sabe muito bem como orientar um jogador, entendê-lo e depositar sua confiança nele, mesmo quando o próprio jogador não acredita necessariamente em si mesmo. Ele sabe fazer você dar o seu melhor. Isso é algo muito positivo e, acima de tudo, ele sabe extrair todo o seu potencial.”
Você é um jogador versátil, capaz de atuar tanto pelos lados quanto pelo centro. Como você descreveria o jogador que é hoje?
“Eu diria que sou um jogador trabalhador, que gosta de correr pelos companheiros. No fim das contas, quando corremos por eles, eles retribuem. E, como o futebol é um esporte coletivo, gosto de me dedicar ao time. Se puder contribuir com gols e assistências, melhor ainda.”
É isso que você gostaria de acrescentar a esta equipe?
“Sim. É uma equipe muito entrosada, que conta com excelentes jogadores e da qual também venho para aprender. São jogadores que não param de demonstrar seu talento e seu nível. Espero poder marcar muitos gols e dar muitas assistências.”
E que tipo de pessoa você é fora de campo? O que os torcedores parisienses vão descobrir?
“Sou uma pessoa alegre, que gosta de fazer piadas e muito próxima das pessoas. Espero realmente que os torcedores possam conhecer esse Ferran e que eu possa levar muita alegria a eles.”
Quais são suas ambições no PSG?
“Conquistar novamente todos os títulos possíveis, fazer os parisienses felizes, marcar muitos gols, dar muitas assistências e, acima de tudo, continuar seguindo essa trajetória vencedora.”