Foi na capital da Baviera que Luis Enrique e seus jogadores colocaram à prova seu status de campeões da Europa e, oito dias após um primeiro duelo no Parc des Princes que marcou o mundo do futebol, tinham um objetivo claro: garantir a classificação para a grande final da competição. Para isso, era preciso superar um último — e colossal — adversário: o Bayern e sua constelação de jogadores do mundo todo no caldeirão da Allianz Arena e determinados a virar o confronto.
O Paris não se deixou impressionar e teve o início ideal. Fabian Ruiz lançou pela esquerda Khvicha Kvaratskhelia, que avançou, entrou na área e cruzou rasteiro para trás. Ousmane Dembélé apareceu para finalizar e abrir o placar (0 x 1, 3'). Surpreendidos, os bávaros reagiram quando Michael Olise, bem posicionado na área, teve sua finalização bloqueada em cima da hora por Nuno Mendes (15'). Os Rouge et Bleu responderam imediatamente no contra-ataque, mas Kvaratskhelia acabou travado por Jonathan Tah (15').
As duas equipes passaram a trocar golpes. Luis Díaz entrou na área pela esquerda e chutou para fora por pouco (22'), assim como Olise, do lado direito, alguns minutos depois (27'). Em cobrança de falta pela direita, Vitinha encontrou João Neves, que cabeceou acreditando ampliar o marcador, mas Manuel Neuer fez grande defesa (33'). Matvey Safonov respondeu à altura e mostrou firmeza ao parar a arrancada central e o chute de Jamal Musiala (44'). O alemão ainda finalizou para fora pouco antes do intervalo (45'), assim como Tah, de cabeça, nos acréscimos (45+3').
A intensidade não diminuiu na volta do intervalo, e Aleksandar Pavlovic também desperdiçou sua chance ao finalizar para fora (54'), antes de ver Matvey Safonov defender sua tentativa (61'). Nesse intervalo, Manuel Neuer brilhou diante de Désiré Doué (56') e Khvicha Kvaratskhelia (57'). O francês voltou a parar no goleiro alemão aos 64 minutos. Os goleiros viviam uma grande noite, e o arqueiro parisiense desviou a queima-roupa a finalização de Luis Díaz (69'). Doué ainda esteve perto de ampliar a vantagem, mas suas finalizações passaram raspando a trave (72' e 76'). Os minutos se arrastavam, cada vez mais longos, mas o Paris resistia e ainda criava boas oportunidades com Kvaratskhelia (79') e Bradley Barcola (88').
Willian Pacho, atingido duas vezes no rosto, o capitão Marquinhos — que, com sua 121ª partida na competição, se tornou o brasileiro com mais jogos na história da UEFA Champions League, superando Roberto Carlos — e seus companheiros não desistiram em nenhum momento, mesmo quando Harry Kane empatou já nos acréscimos, com um chute forte no ângulo (1 x 1, 90+4'). Um último susto, mas o Paris resistiu e garantiu sua vaga na final. Uma classificação retumbante dos parisienses, daquelas que ficam na memória, mantendo vivo o sonho de defender o título até o fim. Na decisão, os franceses enfrentarão os ingleses do Arsenal. Encontro marcado para sábado, 30 de maio, às 13h, em Budapeste.