Três dias após a classificação às oitavas de final da UEFA Champions League conquistada diante do Monaco, os parisienses voltaram aos gramados da Ligue 1 com uma viagem a Le Havre, pela 24ª rodada.
Com o Lens empatando em Strasbourg na sexta-feira, a oportunidade era ideal para seguir pressionando na ponta da classificação. Diante de um adversário normando em busca de reação, Luis Enrique promoveu mudanças no time, com Dro começando como titular no meio-campo ao lado de Viti e Warren. Hernández ocupou a lateral esquerda, com Zabarnyi e Pacho na zaga e Hakimi pela direita. No ataque, Lee atuou com Kvara e Barcola, escalado como referência.
O Paris começou em alta rotação e criou grande chance logo no início. Lee cobrou escanteio, Kvara cabeceou, Mory Diaw foi superado, mas Zouaoui salvou em cima da linha (2’). Os Rouge et Bleu dominaram amplamente, com constantes ultrapassagens, mas os donos da casa resistiram à pressão inicial. Também ameaçaram em uma falta de longa distância: a bola sobrou na área e Safonov fez defesa espetacular com a mão direita, mas o lance já estava anulado por impedimento (11’).
O roteiro habitual se estabeleceu: adversário recuado, esperando e apostando nos contra-ataques. A qualidade técnica parisiense, porém, fez a diferença no primeiro tempo. Lee, muito ativo, puxou para a perna esquerda e cruzou fechado para a cabeça de Barcola, que venceu Diaw e abriu o placar (0-1, 37’).
Pouco depois, Dro chegou a marcar seu primeiro gol pelo PSG após passe de Hakimi, mas o lateral estava impedido na origem da jogada (41’).
No início do segundo tempo, repetiu-se o cenário. Kvaratskhelia arriscou sua jogada característica, puxando para o meio e finalizando forte, por pouco sem acertar o ângulo (47’). Em seguida, acertou a parte externa da trave após falha defensiva do Le Havre (50’). Sem matar o jogo, o PSG correu riscos, mas Safonov apareceu com grande defesa diante de Soumaré, que finalizou com perigo dentro da área (54’).
Era preciso ampliar, mas Diaw também brilhou. O goleiro fez três defesas impressionantes contra Mendes, Mbaye e Doué (66’, 78’, 79’), sendo a última em cobrança de pênalti.
Nos minutos finais, coube a Safonov garantir o resultado. O goleiro russo afastou duas bolas perigosas em escanteios e bloqueou a última tentativa confusa do Le Havre antes do apito final (90’+4).
Uma vitória apertada, que poderia ter sido mais elástica, mas que ainda assim permite ao clube da capital abrir quatro pontos de vantagem na liderança antes de um mês de março que promete ser intenso.