14º treinador: Artur Jorge (1991/94 e 1998/99 — 167 jogos)

Atacante formidável do Benfica, com o qual faturou quatro canecos e dois títulos de artilheiro da liga portuguesa, além de jogador da seleção lusa em 30 partidas, Artur Jorge também construiu um currículo excepcional como técnico. Formado em filologia alemã e diplomado na escola de treinadores de Leipzig, ele dirigiu os clubes portugueses Belenenses e Vitória de Guimarães antes de se consagrar no Porto com a conquista da Copa dos Campeões da Europa em 1987. Após uma temporada no Matra Racing, de Paris, e uma nova experiência no Porto, Artur Jorge retornou à França para comandar o PSG. Sob a direção dele, o clube alcançou todos os seus objetivos: classificação para torneio europeu, título da Copa da França e, no seu terceiro e último ano no cargo, o troféu do Campeonato Francês. Criticado pelo estilo de jogo, o técnico deixou o clube em 1994. Alguns meses depois, passou por uma cirurgia para a retirada de um tumor no cérebro, antes de retornar ao Benfica. Seguiram-se passagens pelas seleções da Suíça e de Portugal e pelo clube espanhol Tenerife, até Artur Jorge voltar ao PSG quatro anos após a sua saída para substituir Alain Giresse. O sucesso, no entanto, não o acompanhou dessa vez, abreviando o seu trabalho. Em dezembro de 2002, o português dirigiu o Acadêmica de Coimbra, um retorno ao clube no qual esse singular personagem do futebol iniciou a sua carreira profissional nos anos 1960.

15º treinador: Luis Fernandez (1994/96 e 2000/03 — 244 jogos)

Formado no PSG, do qual foi capitão, Luis Fernandez disputou 60 partidas pela seleção da França e conquistou o título europeu em 1984. Jogou ainda pelo Matra Racing e pelo Cannes antes de encerrar a carreira e se tornar um dos mais jovens técnicos da Ligue 1, aos 34 anos. Após uma primeira experiência no Cannes, com uma classificação para a Copa da UEFA, retornou ao Paris Saint-Germain em 1994, substituindo Artur Jorge. No Parc des Princes, Fernandez conquistou a Copa da Liga e a Copa da França em 1995, além da Recopa Europeia em 1996, vencendo o Rapid Viena por 1 a 0 para se consagrar como o primeiro treinador francês a faturar uma copa europeia. Em seguida, deixou o clube e foi comandar o Atlético de Bilbao no futebol espanhol. Ao final de quatro temporadas no País Basco, retornou à França e, seis meses depois, reassumiu o PSG no a vaga do Philippe Bergeroo. A segunda passagem de Fernandez pela equipe terminaria com uma derrota por 2 a 1 para o Auxerre na final da Copa da França de 2003.

16º treinador: Ricardo Gomes, com Joël Bats (1996/98 —106 jogos)

Zagueiro com 64 partidas pela seleção brasileira no currículo, Ricardo Gomes conquistou vários títulos vestindo as camisas de Fluminense, Benfica e, entre 1991 e 1995, PSG. Depois de marcar a história do clube parisiense dentro das quatro linhas, iniciou a carreira de treinador comandando os Rouges et Bleus ao lado de Joël Bats. Ricardo ganhou uma Copa da França e uma Copa da Liga em 1998, mas antes havia perdido a final da Recopa Europeia em 1997. Terminada a experiência na Europa, retornou ao Brasil para treinar equipes como Sport, Vitória, Guarani, Coritiba, Juventude e a seleção olímpica do Brasil.

17º treinador: Alain Giresse (1998 — 11 jogos)

Alain Giresse estreou aos 18 anos pelo Bordeaux e, somando a posterior passagem pelo Olympique de Marselha, disputou um total de 586 partidas no Campeonato Francês, recorde para um jogador de linha. Atacante de qualidade, disputou 47 jogos pela seleção da França, com a qual conquistou o título europeu em 1984. Após experiências como dirigente no Bordeaux e no Toulouse, foi nesse último que iniciou a carreira de treinador em 1996. Dois anos depois, o presidente Charles Bietry lhe confiou o comando da equipe parisiense, em que permaneceu durante apenas oito rodadas do Campeonato Francês, antes de ser substituído por Artur Jorge e voltar ao Toulouse até o início da temporada 2000/2001. Cotado para treinar a seleção francesa em 2002, Giresse acabou assumindo o FAR Rabat, do Marrocos.

18º treinador: Philippe Bergeroo (1999/2000 — 75 jogos)

Goleiro com passagens por Bordeaux, Lille e Toulouse entre 1973 e 1988, Philippe Bergeroo disputou três partidas pela França e integrou a seleção que conquistou o título europeu em 1984. Quatro anos depois, iniciou a sua trajetória na comissão técnica dos Bleus, que culminaria na consagradora vitória da equipe de Aimé Jacquet na final da Copa do Mundo de 1998 contra o Brasil. Em seguida, ele deixou a seleção para se tornar assistente técnico de Alain Giresse e, mais tarde, de Artur Jorge no PSG. Após a demissão do treinador português, Bergeroo assumiu o comando do time, mantendo o clube na primeira divisão e conquistando uma vaga na Liga dos Campeões ao final da temporada 1999/2000. Infelizmente, porém, na esteira de uma goleada por 5 a 1 sofrida contra o Sedan e de um início de temporada decepcionante, apesar das contratações de Anelka, Luccin e Dalmat, o técnico foi destituído do cargo, cedendo lugar a Luis Fernandez. Contratado pelo Rennes, Bergeroo teve uma nova experiência na Ligue 1, mas não resistiu ao começo de temporada catastrófico da equipe e foi substituído por Vahid Halilhodzic. Em 2003, o técnico retornou à Federação Francesa de Futebol para dirigir as seleções de base do país.

19º treinador: Vahid Halilhodzic (2003/05 — 96 jogos)

Duas vezes artilheiro do

lugar de

 

Campeonato Francês com a camisa do Nantes (com 27 gols em 1982/83 e 28 em 1984/85), Vahid Halilhodzic disputou 32 partidas e fez oito gols pela seleção iugoslava. Após uma última temporada no PSG, em 1986/87, ele encerrou a carreira de jogador aos 34 anos. Em seguida, retornou à Bósnia em meio à guerra civil e trabalhou por dois anos como diretor esportivo do Velez Mostar, antes de voltar à França para dirigir o Beauvais (1993/94). Após conduzir o clube marroquino Raja Casablanca ao título da Liga dos Campeões da África em 1997, Halilhodzic se transferiu para o Lille, tirando a equipe da segunda divisão da liga francesa para uma participação na Liga dos Campeões da UEFA em 2000. A sua façanha seguinte foi ter evitado o rebaixamento do Rennes, de onde saiu para se tornar treinador do PSG em junho de 2003. Na temporada de estreia na capital, Halilhodzic faturou a Copa da França e classificou o time para a Liga dos Campeões, mas a sequência do trabalho não seria tão bem sucedida. Após a eliminação na primeira fase da competição europeia e uma série de seis partidas sem vitória, o treinador bósnio cedeu lugar a Laurent Fournier, que até então dirigia o time B dos Rouges et Bleus.

 

20º treinador: Laurent Fournier (2005/06)

Do Lyon ao Bastia, passando por Saint-Étienne, Olympique de Marselha, Paris Saint-Germain e Bordeaux, Laurent Fournier desfilou o seu talento pelos principais gramados da França e da Europa. Entre um clube e outro, acumulou vários títulos: duas ligas francesas (com o Marselha em 1990/91 e com o PSG em 1993/94), uma Recopa Europeia (pelo PSG em 1996), duas Copas da França (com o PSG em 1992/93 e 1997/98) e uma Copa da Liga (também pelo PSG, em 1997/98). A primeira experiência como técnico foi à frente do Bastia na temporada 1998/99. Mais tarde, enquanto os seus grandes momentos como meia ainda ecoavam pelos corredores do Parc des Princes, ele assumiu o comando da equipe da capital. Tendo passado primeiro pelo time B, Fournier apostou na prata da casa para levar o clube aos seus objetivos.

21º treinador: Guy Lacombe (janeiro de 2006/janeiro de 2007)

Como jogador, Guy Lacombe defendeu times como Nantes, Lens, Toulouse e Lille. Ele encerrou a carreira no Cannes e, um ano depois, em julho de 1990, assumiu o comando das categorias de base do clube. O ex-atacante teve a oportunidade de treinar o jovem Zinedine Zidane, bem como toda uma geração de ouro, formada por Johan Micoud, Peter Luccin, Sébastien Frey e Patrick Vieira, antes de ser promovido ao cargo de técnico da equipe principal em outubro de 1995. Em seguida, Lacombe dirigiu Toulouse, Guingamp e Sochaux, onde viu despontar a geração Frau-Pedretti. Após duas temporadas inteiras e um saldo de duas quintas colocações no Campeonato Francês e duas finais da Copa da Liga (um vice e um título em 2004), o treinador deixou o Sochaux ao final do exercício 2004/2005 em direção ao PSG. Seis meses depois da chegada, Lacombe conquistou uma Copa da França sobre o Olympique de Marselha e ganhou uma extensão de contrato do presidente Alain Cayzac. A sequência do trabalho, no entanto, seria menos vitoriosa, e o treinador acabou substituído por Paul Le Guen durante o recesso de fim de

Saint-Germain encerrando a liga nacional na sexta posição, a apenas um ponto de uma vaga europeia, e alcançando as quartas de final da Copa da UEFA.

 

22º treinador: Paul Le Guen (janeiro de 2007/junho de 2009)

Revelado pelo Brest, Paul Le Guen jogou seis temporadas no clube bretão antes de seguir carreira no Nantes. Em 1991, o meio-campista assinou contrato com o PSG, dando início a sete anos de alegrias e títulos na capital. Integrante da geração de ouro que tinha ainda Lama, Roche, Raí e Ginola, Le Guen recheou a sua sala de troféus com um Campeonato Francês (1994), três Copas da França (1993, 1995 e 1998) e duas Copas da Liga (1995 e 1998), além de uma Recopa Europeia (1996). Penduradas as chuteiras, ele assumiu o comando do Rennes por três temporadas, antes de suceder a Jacques Santini à frente do Lyon, com o qual conquistou os tricampeonatos da liga nacional e da Supercopa da França. Em seguida, tirou um ano sabático, voltando ao futebol para dirigir o Rangers. Finalmente, após seis meses na Escócia, Le Guen chegou a Paris em janeiro de 2007 para comandar o seu clube do coração, mantendo a equipe na Ligue 1. Na temporada seguinte, o técnico levou o PSG à final da Copa da França, perdida para o Lyon, e ao título da Copa da Liga, mas terminou o Campeonato Francês em uma decepcionante 15ª colocação. O trabalho de Le Guen daria frutos em 2008/2009, com o Paris

 

23º treinador: Antoine Kombouaré (junho de 2009/dezembro de 2011)

Depois de atuar como zagueiro do PSG de novembro de 1990 a 1995 e de treinar o time B de 1999 a 2003, Antoine Kombouaré foi nomeado técnico dos Rouges et Bleus em junho de 2009. A sua carreira de jogador começou no Nantes, de onde saiu após sete temporadas para defender o clube da capital, marcando a sua passagem com dois gols decisivos na Liga dos Campeões. Depois do PSG, ele defendeu ainda Sion (1995-1996), Aberdeen (1996-1998), e RC Paris (1998-1999). Como treinador do time B parisiense, Kombouaré conquistou o título da quarta divisão nacional em 2003. Da capital ele foi para o Strasbourg, mas acabou demitido já em 2004. A parada seguinte seria no Valenciennes, onde substituiu Daniel Leclerc em 2005. Na primeira temporada sob comando do ex-zagueiro, o clube do norte subiu para a primeira divisão, permanecendo em 2007. A personalidade, a determinação e o conhecimento do futebol de Kombouaré lhe transformariam em um dos treinadores franceses mais talentosos da sua geração. Foi com esse status que ele retornou ao PSG em 2009 para assumir ex-companheiro de time Paul Le Guen no comando da equipe principal. Após duas temporadas e meia à frente do time da capital, ele foi substituído por Carlo Ancelotti em dezembro de 2011.

24º treinador: Carlo Ancelotti (dezembro 2011 - junho de 2013)

Em uma carreira como jogador profissional no Parma, AS Roma e AC Milan, com quem ganhou a Supercopa Europeia em 1989 e 1990, Carlo Ancelotti pendurou as chuteiras em 1992. Depois de ser assistente técnico na Itália  de Arrigo Sacchi no Mundial 1994 (finalista), Carlo Ancelotti se tornou técnico principal um ano depois, no Reggina, na Série B, alcançando a ascensão para a primeira divisão em sua primeira temporada. Posteriormente, no Parma, ele alcançou o segundo lugar em 1996-1997, o melhor desempenho na história do clube. O nativo de Reggiolo assumiu o comando da Juventus em fevereiro de 1999, mas é pelo AC Milan que ele iria conquistar o seu primeiro grande troféu como treinador. Em oito temporadas, ele ganhou o campeonato italiano, a Copa e Supercopa, mas especialmente duas duas Champions League e duas Supercopas da Europa, além de um Mundial de Clubes. O italiano, em seguida, se transfere ao Chelsea, em 2009, vencendo o quarto título de sua história e ainda acumulando o Community Shield e a FA Cup. Em janeiro de 2012, Carlo Ancelotti ruma a um novo desafio e assume o comando da equipe parisiense. Depois de uma temporada e meia no clube da capital, ele deixou o Paris Saint-Germain no final da temporada 2012-2013, coroado pela conquista do terceiro campeonato da França na história do clube, dezenove anos após o segundo e uma boa campanha na UEFA Champions League, sendo eliminado nas quartas de final para o Barcelona. 

25º treinador: Laurent Blanc (julho de 2013 - junho 2016)

Pilar da defesa da seleção francesa na década de 1990, Laurent Blanc ganhou a Copa do Mundo de 1998 e a Euro dois anos depois. Em 2003, ele pendurou as chuteiras depois de passagens pelo FC Barcelona, Inter de Milão e Manchester United. Sua carreira como treinador inicia no Bordeaux, em 2007. Durante sua segunda temporada, ele já acumula uma tripla conquista: Ligue 1, League Cup e Troféu dos Campeões. Ele assumiu o comando da seleção francesa, que se classifica para a UEFA Euro 20012 (quartas de finais). Um ano mais tarde, ruma ao Paris Saint-Germain. No clube da capital, ele acumula conquistas nacionais: um triplo em 2013-2014 (somente a Coupe de France escapou) e as quatro conquistas em 2014-2015 e novamente em 2015-2016. No cenário europeu, os parisienses realizam três boas campanhas, indo até as quartas de final da UEFA Champions League e gravando vitórias de prestígio contra grandes clubes europeus, como Ajax, Chelsea e Barcelona. Depois de três temporadas, e sendo o treinador mais vitorioso da história do clube (3 campeonatos da França, 2 Copas da França, 3 Copas da Liga, 3 conquistas do Troféu dos Campeões), o técnico deixa a capital.

26º treinador: Unai Emery (desde julho de 2016)

Após uma carreira de jogador com passagens por Real Sociedad, Toledo, Ferrol e Leganes, Unai Emery tornou-se treinador no Lorca Deportiva, time da Segunda Divisão B, terceiro nível espanhol. Destaque para o acesso à divisão superior (a primeira na história do clube), para surpresa geral, antes de passar perto de subir para a elite logo na temporada seguinte. O treinador basco assumiu em seguida o Almería, ainda na segunda divisão, conseguindo mais um acesso ao final da temporada, antes de fazer bela campanha em La Liga, terminando em oitavo lugar. Após quatro temporadas iniciais bastante promissoras, Emery assumiu o comando do Valencia CF, onde continuou progredindo. Logo no primeiro ano ele conseguiu uma classificação para a UEFA Europa League, e depois para a UEFA Champions League nas três temporadas seguintes, sempre ocupando o pódio atrás dos intocáveis FC Barcelona e Real Madrid. Depois de uma primeira experiência no exterior em uma curta passagem pelo Spartak Moscou, na Rússia, o treinador voltou ao seu país natal, onde conseguiu o que estava faltando em seu currículo: títulos. No Sevilla FC, ele se tornou o primeiro treinador na história a vencer a UEFA Europa League por três vezes consecutivas! É com uma grande reputação que ele chega à França para assumir o Paris Saint-Germain, no verão europeu de 2016.